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Europa perde terreno para os E.U.A em matéria de investigação

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Europa perde terreno para os E.U.A em matéria de investigação

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Um terço da actividade científica mundial é desenvolvida nos Estados Unidos. Um estudo elaborado pela Unesco, em 2005, revela que os americanos ganham pontos em áreas como a física, química, medicina e economia.

Em 2006, o prémio Nobel da Física foi atribuído a dois investigadores americanos. Mas John Mather e George Smoot são apenas dois dos nomes que, nos últimos anos, colocaram a América no ranking dos prémios Nobel.

Senão vejamos: entre 1966 e 2006, os Estados Unidos surgem com 216 laureados.
O Japão aparece em sétimo lugar com cinco prémios Nobel, mais um que o Canadá. A Austrália surge no final da lista com apenas dois laureados. A coordenação das equipas de trabalho tem sido determinante para a obtenção destes resultados.

A concorrência internacional tem colocado a Europa num plano secundário em matéria de pesquisa e desenvolvimento, sobretudo, em áreas emergentes como a biotecnologia.

No que toca ao investimento, é a América do Norte quem mais gasta em desenvolvimento e pesquisa científica: 37% dos investimentos são americanos contra, apenas, 27% dos europeus, terceiros na tabela batidos, também, pela Ásia.

Com a globalização surgem novas oportunidades, mas também novos desafios. Os jovens investigadores procuram novos países para desenvolver as suas pesquisas.

Em 2004, em sinal de protesto, centenas de investigadores manifestaram-se, em França, para reivindicarem melhores condições de trabalho, que permitam o regresso, ao país de origem, dos colegas que se encontram no estrangeiro.