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NATO/ISAF pede mais homens para o Afeganistão

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NATO/ISAF pede mais homens para o Afeganistão

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A operação “Liberdade Imutável”, iniciada em Outubro de 2001, cinco anos e meio depois, continua sem nada ter alterado no Afeganistão. A liberdade continua a ser uma utopia e a guerra no Iraque relegou o Afeganistão para segundo plano.

No princípio do mês, a cimeira da ONU, em Sevilha, foi palco das reclamações de um ministro americano da Defesa mais interventivo, a pedir reforço de meios e homens da NATO para poder fazer face à nova ameaça dos talibãs.

O secretário-geral da Aliança Atlântica, Jaap de Hoop Scheeffer, concorda. Anunciou que vai ser treinado e destacado mais pessoal, assim como vão ser disponibilizados mais meios logísticos, para a Polícia e o Exército Nacional afegãos.
Também anunciou o destacamento de mais forças da NATO-ISAF para criar condições para a reconstrução e desenvolvimento em curso.

Mas a maioria dos grandes países europeus adia o envio de efectivos para o terreno. Só o Reino Unido, que vai reduzir as forças no Iraque, anunciou o envio suplementar de 1400 homens para o Afeganistão, enquanto a Itália vive uma polémica sobre a manutenção do contingente.

Em Julho passado, a NATO começou a comandar as operações militares na totalidade do território afegão. Até então, apenas garantia a segurança da capital, do norte e do oeste do país. Depois, passou a ter de assegurar também a estabilidade das perigosas zonas do leste e do sul, que até aí estavam sob protecção dos norte-americanos.

Actualmente, a Força Internacional de Assistência para a Segurança” ISAF da NATO agrupa 37 países, entre os quais Portugal, com um contingente de 154 militares. A segurança no sul e no leste é feita pelos anglo-saxões, que têm os maiores contingentes, e no norte, pelos alemães. A oeste estão os italianos e em Cabul estão os franceses. No total, estão 33 mil militares na ISAF, cerca de 35 mil homens se contarmos com as missões norte-americanas extra-NATO.

Os mais numerosos são os mais expostos e visados. Os americanos são alvo de atentados e de manifestações a exigirem a retirada do país.

Depois da queda do regime dos talibãs, em 2001, a situação agrava-se anualmente. Em 2006, quatro mil pessoas morreram em combates ou atentados.