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Airbus, cronologia de uma crise

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Airbus, cronologia de uma crise

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No dia 7 de Fevereiro, a Airbus oferecia um passeio aéreo a 200 jornalistas para enaltecer os méritos do gigante do ar que acabou por se tornar no pesadelo da construtora europeia.

Há dois anos, o projecto A380 via a luz do dia em grande estilo. Quatro chefes de governo estiveram na inauguração. Paris, Madrid, Londres e Berlim apresentaram o projecto comum, o maior avião de linha comercial do mundo, o mais bonito, também.

Um avião concebido para destronar o monopólio do 747. Mas os problemas de produção forçaram a Airbus a atrasar as entregas em dois anos, o que resultou em apenas 166 encomendas registadas até agora.

A escolha foi arriscada desde o início, como sublinharam os analistas. Durante todo este tempo, a Boeing preparou o B787, avião de longo curso e capacidade média, económico devido à fuselagem leve. Em resposta, a Airbus lançou o programa A350.

Mesmo assim, os problemas acumulam-se. O avião tem o dobro do peso do 787, é 30 por cento mais caro e a construção também se atrasou. Só deve voar em 2013, cinco anos depois do 787. Por isso há um tão grande desequilíbrio nas encomendas, apenas 15 contra as 160 da Boeing.

Em 2006, a Boeing conseguiu suplantar pela primeira vez, desde 2000, a sua rival europeia com um total de 1044 encomendas contra 790.

Resta ver se a restruturação da fabricante aeronáutica europeia a pode ou não salvar do colapso. Na semana passada, a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês Jacques Chirac, decidiram assumir em partes iguais os “ónus” e as “oportunidades” do saneamento da Airbus.