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Crise bolsista avança para o segundo dia

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Crise bolsista avança para o segundo dia

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O mercado de valores de Tóquio registou hoje uma acentuada queda obrigando mesmo a uma pausa nas transacções depois de se ter verificado um dos piores desempenhos dos últimos seis anos. Na bolsa japonesa, o segundo mercado bolsista mundial, o índice de referência Nikkei caía mais de três e meio por cento a meio da sessão.

Na crise bolsista desta terça-feira, a primeira peça do dominó a cair foi a bolsa de Xangai. Os principais índices deste mercado fecharam com uma desvalorização de 9%, o pior desempenho em 10 anos. O receio de que as cotações das empresas estejam sobrevalorizadas terá sido a principal causa da venda generalizada, que descapitalizou o mercado em 88 mil milhões de euros. Xangai vinha a registar máximos históricos dai esta correcção.

A notícia de que o governo chinês vai implementar medidas para travar investimentos ilegais e especulativos também terá contribuído para este cenário.

O efeito dominó estendeu-se depois ao velho continente. As praças europeias registaram a maior queda em quase quatro anos. Paris foi quem mais perdeu. O CAC-40 encerrou em queda de 3,02%.

Portugal não foi excepção: caiu 1,95%, a desvalorização mais acentuada desde 11 de Março de 2004

Além da causa chinesa, os mercados accionistas ressentiram-se também com os comentários de Alain Greenspan. O ex-presidente da Reserva Federal Norte-americana referiu que existe a possibilidade dos Estados Unidos entrarem em recessão.

Segundo, analistas a crise iraniana e o atentado contra Dick Cheney no Afeganistão também poderão ter influenciado.