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Trabalhadores da Airbus revoltam-se em França e na Alemanha

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Trabalhadores da Airbus revoltam-se em França e na Alemanha

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Depois de conhecer os detalhes do “Power 8”, os trabalhadores temem pelo futuro. Foram decretadas greves em três fábricas alemãs da Airbus: em Varel e em Nordenham, no norte, e Laupheim no sul do país.

Um trabalhador da unidade de Varel não acredita “como é que uma fábrica destas pode fechar pois há muito talento que não deve ser desperdiçado”. Um outro funcionário diz que não percebe “como acontece uma coisa destas pois antes construíam 200 aviões por ano e estava tudo bem. Agora constroem quase 500 e vão fechar”.

Em Toulouse, na sede da Airbus, mal se soube do corte de mil e cem empregos na fábrica, a reacção dos trabalhadores foi de revolta.

Um sindicalista diz que “a industria francesa está a ser vendida ao desbarato e que os funcionários mais não podem fazer por agora do que mostrar descontentamento”.

Em Toulouse, o que está em causa não é apenas a crise de uma empresa, mas sim de uma identidade própria que é afrontada, uma incógnita para o futuro de famílias inteiras e para o próprio comércio local.

Um vendedora lembra que “se as pessoas ficam sem emprego não compram nada”, um outro habitante de toulouse está “preocupado por que o filho trabalha na Airbus” e uma residente na cidade do sul de França considera que “as pessoas da Airbus são necessárias em Toulouse”.