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Xangai atira mercados bolsistas mundiais para o vermelho

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Xangai atira mercados bolsistas mundiais para o vermelho

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Na crise bolsista desta quarta-feira, a primeira peça do dominó a cair foi a bolsa de Xangai. Os principais índices deste mercado fecharam com uma desvalorização de 9%, o pior desempenho em 10 anos. O receio de que as cotações das empresas estejam sobrevalorizadas terá sido a principal causa da venda generalizada, que descapitalizou o mercado em 88 mil milhões de euros. Xangai vinha a registar máximos históricos dai esta correcção.

A notícia de que o governo chinês vai implementar medidas para travar investimentos ilegais e especulativos também terá contribuido para este cenário.

O efeito dominó estendeu-se depois ao velho continente. As praças europeias registaram a maior queda em quase quatro anos. Paris foi quem mais perdeu. O CAC-40 encerrou em queda de 3,02%.

Portugal não foi excepção: caiu 1,95%, a desvalorização mais acentuada desde 11 de Março de 2004. Além da causa chinesa, os mercados acionistas ressentiram-se também com os comentários de Alain Greenspan. O ex-presidente da Reserva Federal Norte-americana referiu que existe a possibilidade dos Estados Unidos entrarem em recessão.

Segundo, analistas a crise iraniana e o atentado contra Dick Cheney no Afeganistão também poderão ter influenciado.