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Afegãos contestam presença militar estrangeira após morte de civis em tiroteio em Jalalabad

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Afegãos contestam presença militar estrangeira após morte de civis em tiroteio em Jalalabad

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No Afeganistão, um ataque suicida seguido de um tiroteio matou pelo menos oito civis e colocou a população contra as tropas da NATO. Durante várias horas e ao som de palavras de ordem como “Morte à América” e ao presidente afegão, centenas de habitantes bloquearam a estrada onde ocorreu a emboscada e acusaram as tropas internacionais de destruírem o país.

A confusão reina em torno do que aconteceu este domingo e sobre o número de vítimas. Depois de falar de 16 mortos, a coligação diz agora que são oito vítimas mortais e 35 feridos. Ao mesmo tempo, o Ministério afegão do Interior conta dez civis mortos.

As tropas internacionais dizem ter ripostado a um ataque. A população conta que as vítimas são pastores e crianças e que os soldados estrangeiros começaram a disparar contra tudo o que mexia.

A versão oficial da coligação é que uma coluna de veículos militares foi alvo de um atentado suicida, já reivindicado pelos talibãs, e os militares responderam aos tiros que se seguiram. Um inquérito está em curso sobre o ocorrido este domingo perto de Jalalabad, enquanto a Sul, na província de Helmand, os confrontos custaram a vida a mais dois soldados britânicos.

A NATO reconhece que a violência no Afeganistão tem vindo a aumentar e pede mais tropas para fazer frente à grande ofensiva prometida pelos talibãs para o início da Primavera.