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Angela Merkel quer mais esforços a bem do clima

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Angela Merkel quer mais esforços a bem do clima

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Uma redução drástica das emissões de CO2 é o que Angela Merkel vai propor, na cimeira europeia desta semana. A presidência alemã da União vai, assim, bem mais longe, do que o acordado, em Fevereiro, pelos ministros do Ambiente. De uma redução de 20% das emissões, em 2020, face aos níveis de 1990, a chanceler alemã quer passar para uma diminuição de 30%, que deverá atingir entre os 60% e os 80% até 2050, no conjunto dos países industrializados.

Angela Merkel estabeleceu a luta contra as mudanças climáticas como a sua prioridade enquanto presidente da União e, simultaneamente, do G8. E espera convencer os parceiros comunitários a aderirem à mesma luta, que passa, também por um reforço da utilização de energias renováveis.

Os Vinte e Sete já tinham concordado submeter a aviação civil europeia às mesmas regras de poluição em vigor noutros sectores económicos, nomeadamente, obrigando-a a participar na bolsa de emissões de CO2. Os Estados membros discutem também a proposta da Comissão, que visa uma redução obrigatória das emissões de dióxido de carbono dos carros novos.

O comissário para a Indústria alerta para o que chama de “histeria climática”. Gunter Verheugen receia que todas estas medidas acabem por afectar a competitividade a União Europeia, num mundo globalizado onde outras zonas do Planeta não têm tantos escrúpulos ambientais. O comissário alemão diz que a Europa tem “tendências estranhas”. Há dois anos, a palavra de ordem era “empregos, empregos, empregos”, agora, diz, é “clima, clima, clima”.