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E.ON pode comprar 25% da Enel

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E.ON pode comprar 25% da Enel

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A E.ON contra-ataca, na luta pelo controlo da Endesa. O grupo energético alemão está, segundo uma informação da irevista alemã Der Spiegel, prestes a comprar uma fatia na italiana Enel, tentando assim assegurar o sucesso da OPA lançada à rival espanhola. A Enel, empresa semi-estatal italiana, comprou, nos últimos dias, 22% da Endesa, numa tentativa de impedir o negócio dos espanhóis com a E.ON.

Romano Prodi, primeiro-ministro italiano, disse, em entrevista exclusiva à EuroNews, que “não há nenhum acordo industrial entre os governos de Espanha e Itália, apenas uma muito boa cooperação”. Afasta assim as críticas que acusam esta compra de ser uma operação consertada entre os dois governos. A Enel juntou-se assim ao núcleo duro de accionistas da Endesa, que inclui também o grupo Acciona e o banco Caja Madrid.

O governo espanhol desmente igualmente o papel do Estado na jogada. Depois do ministro da Economia, Pedro Solbes, foi a vez do colega da Indústria, Joan Clos, dizer que “é do interesse de todos que a OPA se faça com total liberdade para os operadores e para o mercado”.

O governo de Rodríguez Zapatero é, desde o primeiro momento, um opositor à OPA lançada pela E.ON, no valor de 41 mil milhões de euros. A empresa alemã, para assegurar o sucesso da operação, pode mesmo, segundo o Der Spiegel, adquirir uma fatia de 25% da Enel, com o apoio do banco de investimento Goldman Sachs. A administração da E.ON não quis, para já, comentar estas informações.