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Japão não se considera responsável por escravatura sexual na Segunda Guerra Mundial

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Japão não se considera responsável por escravatura sexual na Segunda Guerra Mundial

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O Japão não pedirá novamente desculpas pela conversão de milhares de mulheres asiáticas em escravas sexuais durante a Segunda Guerra Mundial. Foi esta a posição apresentada pelo primeiro-ministro nipónico, Shinzo Abe, no parlamento de Tóquio. Uma declaração que reaviva uma velha polémica, feita num momento em que o Congresso norte-americano estuda uma resolução que condena a actuação do Exército Imperial Japonês no conflito.

Testemunhos de vítimas, historiadores e mesmo militares nipónicos asseguram que cerca de 200.000 mulheres de países ocupados pelo Japão durante a Segunda Guerra Mundial foram forçadas a trabalhar em bordéis. A maioria seria proveniente da Coreia.

Em 2004, várias sul-coreanas viram as suas queixas recusadas pelo Supremo Tribunal japonês. Na única concessão oficial, Tóquio reconheceu em 1993 o uso da coerção por parte do exército nipónico para forçar mulheres à escravatura sexual. Um fundo de apoio às sobreviventes, lançado pelo Japão em 1995, foi fortemente criticado por assentar essencialmente em doações privadas.