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Pyongyang riscada do "eixo do mal"

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Pyongyang riscada do "eixo do mal"

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Nova Iorque é desde ontem e durante o dia de hoje o palco da reaproximação diplomática entre Estados Unidos e Coreia do Norte. Em plena crise sobre o programa nuclear iraniano, os negociadores Christopher Hill e Kim Kye-gwan reuniram-se ontem para discutir a desnuclearização do regime de Pyongyang. Um compromisso firmado há três semanas em Pequim pelos responsáveis norte-coreanos, em troca de ajuda energética ao país.

O responsável da Agência Internacional de Energia Atómica anunciou que vai deslocar-se no dia 13 a Pyongyang para iniciar as primeiras inspecções. Mohamed El Baradai lembrou que, à luz do acordo de Pequim, a Coreia do Norte tem 60 dias para suspender as suas actividades nucleares, para receber em troca uma primeira remessa de 50 mil toneladas de fuelóleo.

As discussões em Nova Iorque têm por objectivo obter garantias de que Pyongyang vai cumprir o compromisso à letra e que não ocultará outras actividades nucleares.

Paralelamente, Washington dá sinal de querer restabelecer os laços diplomáticos com o país que Bush acusara em 2002 de fazer parte de um eixo do mal de apoio ao terrorismo.

Bush parece seguir as pegadas de Bill Clinton que tentara nos anos noventa uma reaproximação de forma a enterrar 50 anos de confrontação e um dos últimos vestígios da guerra fria.