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Trabalhadores da Airbus em jornada de luta

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Trabalhadores da Airbus em jornada de luta

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Os sindicatos franceses da Airbus agendaram para hoje meio dia de greve. A paralização tem como objectivo protestar contra o plano de restruturação que prevê a supressão de 4.300 postos de trabalho só em França.

Em plena pré-campanha para as presidenciais, os candidatos foram obrigados a reagir. Para o conservador Nicolas Sarkozy, a crise actual deve-se ao pacto de accionistas assinado quando os socialistas estavam no poder. Uma eventual participação do Estado num aumento do capital não foi excluído pelo candidato, de visita a Toulouse. A sua principal adversária, a socialista Ségolène Royal, defendeu em Berlim, onde vai reunir-se hoje com a chanceler alemã, a entrada das regiões francesas no capital social da companhia, “à semelhança do que sucede na Alemanha com os lander”, sublinhou.

Além dos 10.000 empregos ameaçados nos países onde a Airbus está implantada, o plano de reestruturação prevê o encerramento de unidades fabris.

Esta segunda-feira o primeiro-ministro francês, o conservador Dominique de Villepin, mostrou-se favorável a uma injecção de capital nos cofres da Airbus. Uma posição que ameaça abalar o eixo Paris-Berlim.