Última hora

Última hora

A esperança vai a votos na Irlanda do Norte

Em leitura:

A esperança vai a votos na Irlanda do Norte

Tamanho do texto Aa Aa

Há nove anos católicos e protestantes assinavam os acordos da Sexta-Feira Santa mas o caminho para a paz tem sido longo e penoso. As eleições para a assembleia autonómica de Stormont que hoje se realizam são fundamentais para colocar as instituições locais a funcionar. Igualmente importante é que os antigos inimigos sejam capazes de trabalhar em conjunto num governo de unidade.

Ian Paisley, o pastor protestante que aos 80 anos se deve tornar no primeiro-ministro da província britânica, está confiante na vitória. Sorridente, diz que não faz prognósticos antes do fim do escrutínio, mas, sublinha, se “os inimigos” já admitiram que o Partido Democrático Unionista vai sair vencedor, quem é ele para dizer o contrário?

Do lado republicano, Gerry Adams, líder do Sinn Fein, declara que o povo sabe que estas eleições vão moldar a paisagem política local para os próximos cinco ou dez anos. E, de acordo com os candidatos do braço político do IRA, presentes em todos os círculos, o retorno que têm dos eleitores é que as instituições devem funcionar e que os políticos devem trabalhar em conjunto para “o bem do povo desta parte da ilha da Irlanda”, como faz questão de sublinhar.

Este é o terceiro sufrágio desde 1998. Caso os 108 eleitos e o executivo forem incapazes de encontrar um acordo até 26 de Março, a assembleia será dissolvida e a administração da província assumida por Londres e Dublin por tempo indeterminado.