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Comissão faz novo ultimato a Madrid por causa de Endesa

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Comissão faz novo ultimato a Madrid por causa de Endesa

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As acções da energética alemã E.ON estiveram a subir, esta quarta-feira, depois da publicação de bons números relativos a 2006 e de boas previsões para este ano. O grupo não pode, no entanto, avançar previsões para 2008. A E.ON teve, entretanto, boas notícias de Bruxelas, relativas à OPA lançada à espanhola Endesa.

O presidente do grupo alemão, Wulf Bernotat, diz que está a negociar com a Comissão Europeia a forma como vão ser reguladas as relações de cooperação entre as empresas energéticas de vários países.

A Comissão lançou um novo ultimato ao governo espanhol, para que elimine os obstáculos que ainda restam à fusão germano-espanhola. A italiana Enel entrou em cena nos últimos dias, como um importante actor neste negócio, ao aumentar para 22% a participação no grupo espanhol. A E.ON é agora obrigada a negociar com os italianos, mas não confirmou se vai ou não comprar uma fatia da Enel.

Enel, Acciona e Caja Madrid são os maiores accionistas da Endesa. 47% do capital está disperso em bolsa. Para ter sucesso na OPA, a E.ON precisa de convencer os accionistas que representem mais de metade dos títulos.

As pressões de Bruxelas podem ajudar também o grupo alemão.

“A Comissão decidiu avançar com um procedimento de infracção às normas comunitárias, por a Espanha não ter respeitado as duas recomendações anteriores, que pediam a retirada dos obstáculos ilícitos à OPA da E.ON sobre a Endesa”, diz o porta-voz da Comissão Europeia, Jonathan Todd.

Se o governo de Madrid não retirar, nos próximos sete dias, as condições impostas ao negócio, arrisca-se a ter que responder perante o Tribunal Europeu de Justiça.

A Comissão quer fazer deste caso um exemplo, para que outros países não tenham também a tentação de embarcar naquilo que Bruxelas considera uma transgressão do direito comunitário.