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Roma não recebeu reivindicação do rapto de Mastrogiacomo

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Roma não recebeu reivindicação do rapto de Mastrogiacomo

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O governo italiano privilegia a tese do rapto do jornalista Daniele Mastrogiacomo no Afeganistão no domingo pela milícia talibã, mas ainda não recebeu qualquer reivindicação oficial.

Os contactos levados a cabo pela célula de crise do Ministério dos Negócios Estrangeiros italiano não têm tido grandes resultados práticos. Na terça-feira, os talibãs afirmaram terem raptado um jornalista britânico e dois afegãos, na região de Helmand, no sul do país.

O jornalista nasceu em Karachi, no Paquistão, e fala perfeitamente inglês, o que parece estar na origem da confusão de nacionalidades feita pelos raptores. De acordo com a agência de notícias Ansa, o nome dos dois afegãos anunciado pelos talibãs corresponde aos colaboradores do jornalista do La Repubblica.

Tal como afirmou esta manhã o chefe da diplomacia italiana, Ettori Sequi, o embaixador italiano em Cabul, afirma que as autoridades pensam que “Daniele Mastrogiacomo foi sequestrado pela milícia talibã” e que “mantêm contactos a todos os níveis para clarificarem o que verdadeiramente aconteceu”.

No último contacto que manteve com o diário italiano, Mastrogiacomo, de 53 anos, afirmou que ia viajar para Kandahar, antigo bastião talibã, no sul do Afeganistão.

De acordo com o diário britânico The Independent, que cita fontes afegãs, o jornalista deverá estar nas mãos de um dos generais talibãs mais temidos. Trata-se do Mullah Dadullah, colaborador próximo do Mullah Omar.