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Sarkozy aquece campanha eleitoral francesa com proposta considerada próxima da extrema-direita

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Sarkozy aquece campanha eleitoral francesa com proposta considerada próxima da extrema-direita

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A cerca de um mês da primeira volta das presidenciais francesas, Nicolas Sarkozy muda a direcção da campanha e propõe a criação de um ministério da Imigração e Identidade Nacional.

Face à polémica criada, o ministro do Interior tentou explicar a sua posição. Em Caen, junto ao memorial que comemora a França Livre, puxou das suas origens estrangeiras, disse que os imigrantes que não aceitam os valores de França devem deixar o país e defendeu que para melhor integrar é preciso dizer aos que chegam quem é França, quais os seus valores e identidade.

Para os rivais e as associações anti-racismo a proposta de Sarkozy é inaceitável, tendo em conta as conotações com o regime de Vichy, e acusam-no de tentar conquistar votos à extrema-direita.

O candidato do UDF, de centro, que subiu de forma surpreendente nas sondagens, foi o primeiro a reagir. François Bayrou afirma que todos se devem recordar que são a república francesa, que esta tem princípios e o primeiro é que “a França é uma nação que não se baseia na raça”.

A reacção socialista chegou por intermédio do secretário-geral do Partido. François Hollande, marido de Ségolène Royal, pergunta porque é que se tem de fazer a ligação entre imigração e identidade nacional e acusa directamente Sarkozy de usar o vocabulário para piscar o olho às teses da Frente Nacional e da extrema-direita.

A candidata socialista critica a amálgama feita pelo rival entre imigração e identidade nacional. Mas hoje no Salão da Agricultura, em Paris, Ségolène Royal preferiu falar de política agrícola e defender os agricultores franceses, aproveitando o entusiasmo e embalo dos ouvintes.