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Acordem, a mensagem que 50 mil pessoas, segundo os organizadores, deixaram em Roma para que o governo vote o projecto-lei sobre a união de facto.

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Acordem, a mensagem que 50 mil pessoas, segundo os organizadores, deixaram em Roma para que o governo vote o projecto-lei sobre a união de facto.

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Uma manifestação convocada por várias associações, sindicatos e partidos de esquerda para dizer ao governo que “soou a hora dos direitos”. Para Enrico Boselli do partido “La Rosa Nel Pugno” trata-se de “uma batalha que faz parte de uma luta mais geral na defesa da laicidade do Estado”. Outros afirmam que o tempo de se esconderem terminou e convidam todos a virem ver como vivem os casais que não são casados

A chamada proposta de lei Dico faz parte do programa eleitoral com que o centro-esquera venceu as legilativas em Itália mas já não está no documento com 12 pontos que Prodi apresentou aos aliados depois de se demitir no mês passado e cuja aceitação era a condição para aceitar continuar à frente do governo.

Para espanto do primeiro-ministro, participaram na manifestação 3 dos seus ministros, que têm as pastas da Segurança Social, Ambiente e também da Igualdade de Oportunidades, Barbara Pollastrini que esteve presente para “pedir a toda a gente que não construa barricadas, antes pontes para que em Itália se desenvolva o dialógo e o confronto pacífico”.

Os organizadores esperam que depois deste toque de alvorada a sociedade italiana se torne tão livre, moderna e laica que a sociedade francesa ou a espanhola em termos de direitos para os casais, homosexuais ou não, que vivem em união de facto.