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Eleições presidenciais na Mauritânia terminam passagem de poder da junta militar para os civis

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Eleições presidenciais na Mauritânia terminam passagem de poder da junta militar para os civis

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Cerca de um milhão de eleitores da Mauritânia são chamados a eleger este domingo o presidente. As eleições são o culminar da passagem de poder após um golpe de estado e as primeiras livres e sem pressões políticas em 47 anos de independência, como tinha prometido o presidente da junta militar, o coronel Ely Ould Mohamed Vall, ao destituir o presidente Taya em 2005. Realizou um referendo, eleições legislativas, senatoriais e decidiu agora manter a neutralidade. Afirma que estão lançadas as bases da democracia, mas que o resto terá de ser feito pelo governo.

A antiga colónia francesa, com cerca de três milhões de habitantes, regista um forte crescimento económico graças ao petróleo, que o levou a aderir há um ano ao grupo de países africanos exportadores. Mas as desigualdades são grandes entre as comunidades africana, muçulmana branca e negra. Se nenhum dos 19 candidatos conseguir cinquenta por cento dos votos haverá uma segunda volta a 25 de Março. No terreno estão 300 observadores internacionais, entre eles 80 da União Europeia.