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Enel a um passo de lançar OPA à Endesa

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Enel a um passo de lançar OPA à Endesa

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A italiana Enel está cada vez mais perto de estragar a festa à alemã E.ON, ao lançar uma contra-OPA à companhia energética espanhola Endesa. O grupo italiano comprou uma nova fatia na Endesa e elevou já a participação aos 24,9%, ou seja, está a uma unha negra de controlar um quarto do capital, o que, a concretizar-se, obriga a Enel a lançar uma OPA concorrente à dos alemães.

Os italianos parecem ter, de acordo com alguns analistas, o apoio do Estado espanhol, embora isso seja negado. Madrid esteve, desde o primeiro momento, contra a oferta de 41 mil milhões de euros lançada pela E.ON.

Uma união entre a E.ON e a Endesa criaria o maior grupo energético da Europa, um sector onde a E.ON é já líder, com um volume de negócios, em 2006, de 64 mil milhões de euros. A francesa EDF surge no segundo posto, com 59 mil milhões – um lugar que pode perder, se se confirmar um casamento Enel/Endesa.

A E.ON enfrentou, desde o início, uma longa série de obstáculos impostos pelo governo de Madrid, que numa fase inicial apoiou uma OPA concorrente, lançada pela Gás Natural, que entretanto foi retirada.

Esses obstáculos levaram a Comissão Europeia a puxar várias vezes as orelhas ao governo de Zapatero. Na semana passada, foi mesmo feito um ultimato, que se não for respeitado leva Madrid à barra do Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias.

Apesar da investida da Enel, a E.ON continua a aopstar na OPA e desistiu mesmo de uma das condições que tinha imposto – o fim da limitação dos direitos de voto de cada accionista a 10%.