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Ajudar a morrer pode levar à prisão

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Ajudar a morrer pode levar à prisão

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O início do julgamento de uma médica e de uma enfermeira abre um acesso debate sobre a eutanásia em França. As duas mulheres são acusasas de terem administrado uma injecção letal a uma paciente em fase terminal de canco, em 2003, que alegadamente tinha manifestado a vontade de morrer. A lei francesa permite a interrupção do tratamento a pacientes mas não a ajuda directa para pôr fim à vida e é com base neste pressuposto que as acusadas se sentam agora no banco dos réus. A doutora Laurence Tramois defende-se a si e a sua enfermeira e diz que não percebe a acusação “acto de envenenamento” . “ Foi um acto de amor e de compaixão, não foi um envenamento, não reconhecço isso”, declara.
Chantal Chanel de 40 anos e a doutora Tramois de 35 enfrentam uma pena que pode ir a 30 anos de cadeia se o tribunal as considerar culpadas.

O caso levantou a polémica no país onde mais de 2000 médicos e enfermeiros lançaram uma petição na qual confessam terem praticado actos semelhantes. Frente ao tribunal, onde decorre o julgamento, centenas de pessoas da associação Direito de Morrer com Dignidade formaram uma cadeia humana para pedirem a legalização da morte assistida, um debate vivo em vários países da Europa.