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Nuclear provoca nova rebelião trabalhista

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Nuclear provoca nova rebelião trabalhista

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“Tony Blair ama as Armas de Destruição Maciça”. Esta foi a bandeirola que activistas da Greenpeace conseguiram instalar no edifício do parlamento britânico. O protesto decorreu ontem, um dia antes da Câmara dos Comuns votar a renovação da frota de submarinos nucleares.

O fim de vida da classe Trident está previsto para 2024. O primeiro-ministro argumenta que a concepção e a construção de novos submarinos vai levar 17 anos, por isso não podem existir mais adiamentos. O custo estimado do programa varia entre os vinte e dois e os trinta mil milhões de euros. Uma soma que muitos deputados do campo trabalhista consideram que devia ser utilizada noutros domínios. Outros repudiam simplesmente a armas atómicas.

Por estas razões o primeiro-ministro vai enfrentar um dia difícil já que bastantes deputados do seu partido vão votar contra a proposta do chefe de fila. De referir que já se registaram demissões, nomeadamente a do líder da bancada trabalhista, Nigel Griffiths. Contudo o programa deve passar uma vez que conta com o apoio da oposição conservadora. Ao mesmo tempo, os activistas anti-nuclear agendaram vários protestos para hoje.