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Polacos obrigados por lei a confessar colaboração com a secreta da era comunista

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Polacos obrigados por lei a confessar colaboração com a secreta da era comunista

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“Colaborou secreta e conscientemente com os antigos serviços de segurança comunistas?” É esta a questão a que, por lei, quatrocentos a setecentos mil polacos terão de responder a partir de hoje. Classificada por muitos como uma “caça às bruxas”, a iniciativa já tinha antes assumido proporções mediáticas com o afastamento do bispo Stanislaw Wielgus do Arcebispado de Varsóvia em Janeiro ou a confissão, no mesmo mês, do jornalista Boguslaw Woloszanski.

A campanha de depuração ideológica comunista foi lançada pelos gémeos conservadores Lech e Jaroslaw Kasczynski – presidente e primeiro-ministro – e está a dividir a sociedade polaca. Centenas de milhares de altos funcionários e jornalistas polacos têm agora dois meses para confessar eventuais colaborações com a antiga polícia política entre 1944 e 1990. Se não o fizerem, podem ser proibidos de exercer funções durante 10 anos. A informação será transmitida ao Instituto da Memória Nacional, que publicará mais tarde os dados através da sua página na internet.