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Mudanças na China beneficiam classe média

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Mudanças na China beneficiam classe média

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A lei sobre a propriedade, aprovada agora pelo parlamento chinês, não só consagra o direito à propriedade privada, uma nova revolução em direcção à economia de mercado, como vem beneficiar a cada vez maior classe média chinesa.

Esta fatia da população tem vindo a crescer, sobretudo nos grandes centros urbanos, como Pequim, a capital política, ou Xangai, a capital económica.

Ao mesmo tempo, as marcas de luxo ocidentais têm agora como prioridade o mercado chinês. O crescimento do poder de compra num país que representa um quinto de toda a população mundial não é de negligenciar.

O PIB chinês, no ano passado, foi de um 1,8 biliões de euros. O salário médio é de 900 euros por ano (apenas 75 euros por mês), o que contrasta com os 6000 euros anuais que em média recebe esta nova classe, com algum poder de compra, que representa já 22% da população urbana.

O banco central chinês tem dado uma ajuda à mudança dos hábitos de consumo, ao criar condições favoráveis ao investimento estrangeiro, isto ao mesmo tempo que tenta travar o excesso de créditos e a forte subida no superavit da banaça comercial.

Na sessão parlamentar desta semana, o governador do anco Central, Zhou Xiaochuan, disse que as autoridades financeiras iriam introduzir novas medidas para controlar os créditos.

A China tem um crescimento económico a rondar os 10%, um dos mais fortes a nível mundial, um dos aspectos mais visíveis desta explosão é o “boom” do sector imobiliário. Os edifícios novos em folha aparecem como cogumelos nas paisagens urbanas chinesas.

Apesar desta revolução, a China continua a ser um país essencialmente rural, onde é o Estado quem controla a propriedade e a administração das terras de cultivo.