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Operação de sedução da Geórgia na Nato

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Operação de sedução da Geórgia na Nato

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Uma delegação georgiana foi à sede da Aliança Atlântica, dar a conhecer as suas danças e a provar os seus vinhos. Sem quererem embriagar ninguém, os georgianos pretendem, contudo, mostrar a sua determinação em aderirem à Nato, depois de, na passada terça-feira, o parlamento de Tbilissi ter votado, por unanimidade, uma resolução nesse sentido.

Baku Kutelia, o vice-ministro da Defesa, defende que a entrada Geórgia na Aliança Atlântica pode dar um impulso à resolução pacífica do conflito com as repúblicas separatistas da Abcássia e da Ossétia do Sul. Kutelia, que diz que os apoios políticos aumentam todos os dias, gostaria, contudo, de aumentar a presença internacional no terreno.
O conflito começou nos anos 90, quando ambas as regiões cortaram relações com a Geórgia, encorajadas pelo apoio militar que receberam, e continuam a receber, da Rússia. Desde então, a tensão entre Tbilissi e Moscovo não cessa de aumentar. No passado dia 12, um helicóptero georgiano despenhou-se. A Geórgia acusa o exército russo de o ter abatido.

A aproximação da Geórgia à NATO não é vista com bons olhos pela Rússia, que também encara mal as ambições europeístas do governo de Mikail Shaakashvili, mesmo se Bruxelas não fala em adesão.

Quanto à Nato, Tblissi gostaria de aí entrar em 2009, aquando do próximo alargamento da organização. Mas, para já, o pedido de adesão ainda não foi oficializado, pelo que também não há calendário.