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Aquece a campanha para as presidenciais francesas

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Aquece a campanha para as presidenciais francesas

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Aquece o debate em França com as sondagens a mostrarem os três principais candidatos a pouca distância uns dos outros na corrida à presidência. Nicolas Sarkozy, do UMP, procura melhorar a sua imagem junto dos jovens e apagar os efeitos da polémica sobre a criação do Ministério da Imigração e Identidade Nacional. Ontem afirmou que não acredita numa política da Juventude, mas numa política que permite aos jovens construir um futuro à altura das expectativas e sonhos, disse querer ajudá-los a serem adultos que realizaram os sonhos de juventude.

O jovem eleitorado teve também direito a um piscar de olhos da candidata de esquerda, mas Ségolène Royal preferiu este domingo centrar-se no seu projecto de reforma das instituições da V República, defendendo a redução dos poderes do presidente a favor do parlamento e do primeiro-ministro.

Face a quatro mil presidentes de câmara e representantes das regiões, reunidos na Porta de Versalhes, em Paris, a candidata socialista falou de criar a VI República e convidou todos os militantes e os franceses a aderir ao seu projecto, prometendo um referendo popular sobre o assunto. Os principais candidatos deixam para as suas equipas de campanha os ataques ao terceiro homem. Após uma subida surpreendente nas sondagens, François Bayrou procura estabilizar o eleitorado, atacando quer à direita quer à esquerda.

Junto dos jovens propõe criar o mega-ministério da Sociedade que englobe educação, desporto, terceira idade, internet e imigração. Em termos de política internacional defende uma “política de reconciliação da França com a Europa e da Europa com a França”. Há longas semanas que se esgrimem argumentos, mas a lista oficial de candidatos só é divulgada hoje, começando então o contagem decrescente para a primeira volta a 22 de Abril.