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Captura de Cesare Battisti agita debate político em França

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Captura de Cesare Battisti agita debate político em França

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A captura ontem no Brasil, de Cesare Battisti, relança o debate em França sobre a amnistia que desde os anos oitenta protegia no território antigos activistas da extrema-esquerda italiana. Vários líderes do partido socialista francês, exigem que a França mantenha a palavra dada no passado e quebrada em 2004 pela decisão de justiça de extraditar Battisti para Itália.

O candidato centrista François Bayrou, exigiu hoje que o italiano seja novamente julgado pelas acusações de quatro assassínios que o levaram a ser condenado à revelia, em 1988 à prisão perpétua. As autoridades italianas que se felicitaram com a captura, querem por seu lado investigar as redes francesas que deram apoio ao foragido.

O antigo membro do grupo de extrema-esquerda, Proletários armados para o Comunismo, condenado, foi capturado ontem num hotel do Rio de Janeiro. O candidato conservador francês e ainda ministro do Interior, Nicolas Sarkozy confirmou ontem que a polícia francesa participou na operação de captura.

As autoridades terão seguido a pista de uma mulher que faria de intermediária entre o comité de apoio francês e Battisti. Refugiado desde os anos 80 em Paris, Battisti beneficiava de uma amnistia concedida pelo ex-presidente francês Mitterand aos extremistas italianos que abandonassem a luta armada. Em 2004, a justiça francesa, sob pressão do governo de centro-direita, fazia marcha-atrás e aceitava o pedido italiano de extradição.

Poucos meses depois, Battisti voltava a entrar na clandestinidade. Condenado por quatro assassínios, Battisti nega todas as acusações. Brasília quer acelerar a extradição do condenado para Itália. Em França a captura de Battisti é considerada com um “golpe” de Sarkozy para atacar os rivais socialistas. Vários membros do partido fazem parte do comité de apoio ao antigo activista e escritor reconhecido em França.