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Kissinger defende negociações com o Irão para resolver crise iraquiana

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Kissinger defende negociações com o Irão para resolver crise iraquiana

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Após quatro anos de críticas à intervenção norte-americana no Iraque, a diplomacia parece ser para Washington a única forma de “continuar a guerra por outros meios”. A Euronews entrevistou, em Bruxelas, um dos adeptos da célebre máxima, o antigo secretário de estado norte-americano durante os anos da guerra fria – Henry Kissinger.

Euronews: “Pode-se estabelecer uma comparação entre a atitude de Washington nos anos setenta quando tentava saír do conflito do Vietname iniciando conversações com a China e as conversações actuais com o Irão para saír da crise iraquiana?”

Kissinger: “No caso da China, as tensões que se criaram entre a União Soviética e a China, foram um factor importante para reatar o diálogo com Pequim. No caso do Irão, penso que existe uma abertura ao diálogo mas não sei se existe a mesma cumplicidade. Quando estabelecemos as primeiras conversações com a China, apostamos em algo inédito, primeiro fornecemos uma lista de todos os pontos em desacordo de forma a que não se pensasse que de repente estavamos na mesma sintonia. Mas logo após apresentamos quatro ou cinco pontos em que estávamos de acordo, que serviram depois como um plano de negociações e é isso que deveríamos fazer também com o Irão”.

Mas quatro anos depois da entrada das forças norte-americanas em Bagdade a diplomacia internacional não basta. O saldo de 3.211 mortos norte-americanos, e de mais de 60 mil civis mortos justifica o descontentamento em Washington e Bagdade. Segundo uma sondagem publicada hoje, 53% dos iraquianos estão descontentes com a actuação do governo, e 82% dizem ter perdido a confiança nas tropas estrangeiras estacionadas no país. No caso da China, as tensões que opunham a União Soviética e a China