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A lei da forca não refreia quatro anos de guerra no Iraque

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A lei da forca não refreia quatro anos de guerra no Iraque

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O cemitério de Ajoa foi esta tarde, uma vez mais, o depósito das esperanças de paz no Iraque. O ex-vice presidente Taha Yasin Ramadan foi a enterrar na terra natal de Saddam Hussein e última morada do ditador, após ter sido executado por enforcamento durante a madrugada.

É o quinto cadáver de um alto dignitário do regime deposto enterrado na povoação, no dia em que se celebram quatro anos do início da intervenção norte-americana no Iraque. Julgado em Novembro, Ramadan, como Saddam, tinha sido condenado por crimes contra a humanidade pela vaga de repressão contra a população xiita de Dujail nos anos oitenta.

Uma condenação que não parece refrear a violência no país. Mesmo sob um plano de segurança reforçado, Bagdade foi palco de novos atentados que mataram pelo menos 16 pessoas em várias zonas da cidade. Em Kirkuk, na zona curda do país, foram hoje a enterrar as vítimas dos atentados de ontem que visaram edifícios estatais e zonas comerciais.

Uma violência que Washington espera conter com a mobilização de mais 26 mil soldados em Junho para o país e o reforço das patrulhas conjuntas entre iraquianos e norte-americanos. Um método contrariado pela opinião de 53% dos iraquianos, que segundo uma sondagem, crêem que a situação só poderá melhorar após a retirada norte-americana.