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Putin ordena inquérito às últimas três catástrofes na Rússia

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Putin ordena inquérito às últimas três catástrofes na Rússia

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O presidente russoo quer saber por que razão morreram perto de 200 pessoas no país em três catástrofes, no espaço de poucos dias. Primeiro a queda de um avião, depois a explosão de uma mina na Sibéria e agora um incêndio num lar de terceira idade reavivaram as suspeitas de insegurança e falta de equipamento adequado em diversas estruturas do país.

Para além disso, Vladimir Putin foi acusado de reagir tarde quando sucedeu a tragédia com o submarino Kursk e, há três anos, no massacre da escola da Beslan. O chefe de Estado reuniu uma comissão militar, onde foi observado um minuto de silêncio pela memória das vítimas das duas últimas catástrofes – na mina perderam a vida pelo menos 106 pessoas e no lar de terceira idade morreram mais de 60.

No caso da queda do Tupolev-134 as suspeitas apontam para erro técnico, erro humano ou equipamento desadequado, para além de um forte nevoeiro. Mas também as equipas de socorro não estão fora de críticas. Morreram seis pessoas e alguns dos 57 sobreviventes afirmam que estiveram retidos no interior do avião, mais de vinte minutos, virados de cabeça para baixo, sem que alguém os fosse socorrer.

Vladimir Putin ordenou por isso um inquérito rigoroso para saber as causas dos acidentes e apurar responsablidades. O presidente colocou a investigação nas mãos do primeiro-ministro Mikhail Fradkov. Quanto ao lar de terceira idade, em que segundo as autoridades perderam a vida 62 pessoas, muitas sufocadas pelo fumo, o que resta da estrutura está a uma hora de distância do hospital e do quartel de bombeiros mais próximos.