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Negligência pode ter potenciado acidentes dos últimos dias na Rússia

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Negligência pode ter potenciado acidentes dos últimos dias na Rússia

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Dia de luto na Rússia marcado pelas dúvidas quanto à responsabilidade de erros humanos estarem na origem dos acidentes dos últimos dias, numa mina de carvão e num lar de terceira idade. Na mina de Ulyanovskaia, na Sibéria, as equipas de salvamento tentam resgatar os últimos três corpos soterrados a 300 metros de profundidade pela explosão de segunda-feira.

No total 106 pessoas morreram no acidente provocado pela deflagração de uma bolsa de gás metano. Testemunhas falam de equipamento de segurança defeituoso e de um ritmo de trabalho acelerado que descurava as regras básicas de segurança. Vinte altos responsáveis da instalação e um técnico britânico encontravam-se nas galerias no momento do sinistro, alegadamente a testar um novo equipamento anti-explosão.

Na região de Krasnodar a tristeza e a indignação vai para as 63 vítimas mortais do incêndio que reduziu a cinzas um lar de terceira idade. Os responsáveis demoraram 27 minutos a activar o alarme de incêndio, os bombeiros só chegaram ao local cinquenta minutos depois.

Uma sobrevivente conta que, “senti que alguém me tomava pelos braços e me dizia que íamos saír dali para fora, havia muita confusão e muito fumo”. O presidente Vladimir Putin pediu a abertura de um inquérito aos dois acidentes, assim como ao despiste de um avião Tupolev.

Nos três casos a negligência poderá ter potenciado a tragédia. Segundo analistas, várias empresas privadas russam ignoram medidas de segurança para poder reduzir despesas.