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Polémica sobre libertação marca regresso a casa de jornalista italiano raptado no Afeganistão

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Polémica sobre libertação marca regresso a casa de jornalista italiano raptado no Afeganistão

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O jornalista italiano, Daniele Mastrogiacomo, chegou esta noite a Roma, a bordo de um avião do governo. No aeroporto de Ciampino esperavam-no a família, o director do jornal La Repubblica e o primeiro-ministro Romano Prodi. Mastrogiacomo foi depois ouvido durante duas horas pelas autoridades judiciais. O jornalista, de 52 anos, foi raptado a 5 de Março na perigosa província de Helmand pelos talibã. O seu motorista foi decapitado e o intérprete continua sequestrado.

Foi libertado segunda-feira horas antes de expirar o ultimato dos raptores e no hospital da organização humanitária Emergency, onde foi acolhido, teve de enfrentar os protestos de familiares e amigos do seu motorista afegão que pretendiam informações sobre a execução.

O regresso ocorre em fundo de polémica. A oposição exige que o primeiro-ministro vá ao parlamento explicar porque é que o jornalista foi libertado em troca de quatro talibãs detidos em prisões afegãs, os mesmos terroristas que as tropas italianas combatem no terreno.

Mastrogiacomo já contou nas páginas do La Repubblica alguns pormenores das duas semanas de cativeiro. Na hora de o receber, o irmão disse que “haverá tempo para ouvir mais relatos, mas que o mais importante era abraçá-lo, o contacto físico e ver que está são e salvo”.

O presidente afegão evoca a amizade com Itália para aceder à troca do jornalista por prisioneiros, ao mesmo tempo que Roma defende na ONU a realização de uma conferência internacional sobre o Afeganistão.