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Capital da Somália palco de cenas de extrema violência

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Capital da Somália palco de cenas de extrema violência

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No dia em que o governo interino da Somália se instalou definitivamente na capital, Mogadíscio foi palco de cenas de extrema violência. Há pelo menos 16 mortos e 30 feridos.

Os cadáveres de cinco soldados foram arrastados pelas ruas, apedrejados e queimados. As imagens recordam as de 1993 que levariam à retirada das tropas americanas da Somália.

Ontem, tudo começou com um ataque ao quartel-general das forças somalis e etíopes, mas depressa a violência estendeu-se a outros bairros. Na altura, decorria uma operação militar contra as milícias activas na cidade.

Washington condena os acontecimentos e reitera o seu apoio ao governo interino. O embaixador americano no Quénia e responsável também pela Somália, Michael Ranneberger, afirma que estão a tentar ajudar o executivo a estabelecer a segurança no terreno e tentar impedir os terroristas de usar a Somália como base.

Estes foram os piores confrontos desde que as tropas etíopes e somalis conquistaram a capital à União dos Tribunais Islâmicos, em Dezembro. Mas os islamitas são acusados da violência diária que se verifica em Mogadíscio e que levou à fuga de mais de 40 mil pessoas, segundo estimativas da ONU.