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Justiça francesa arquiva processo das caricaturas de Maomé

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Justiça francesa arquiva processo das caricaturas de Maomé

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A justiça francesa considerou não injuriosas as caricaturas de Maomé publicadas pelo jornal satírico Charlie Hebdo, em Fevereiro de 2006. Phillippe Val, o director da publicação, que arriscava uma pena de 6 meses de prisão e mais de 22 mil euros de multa, viu anulada a acusação de ofensa estigmatizante contra uma comunidade religiosa.

“Estamos contentes, contentes por nós e também por vocês porque vamos poder continuar o nosso trabalho, o direito ao menos disse-nos isso. Agora sabemos o que esperar e é uma boa notícia para os muçulmanos laicos e republicanos e para aqueles que acreditam na liberdade de expressão”, afirmou à imprensa.

O jornal Charlie Hebdo decidiu publicar as caricaturas inicialmente surgidas na imprensa dinamarquesa em 2005, em nome da liberdade de expressão. Os responsáveis da Grande Mesquita de Paris, autores da queixa, prometem recorrer deste desfecho judicial. O presidente da União das Organizações Islâmicas diz que o jornal “gozou com o profeta” e que eles vão continuar a apelar à justiça.

A comunidade muçulmana acusa o periódico de fazer uma amálgama entre islamismo e terrorismo. O jornal invoca que as caricaturas são uma crítica aos muçulmanos radicais e não à religião em geral. O assunto dividiu na altura a opinião pública francesa e gerou grandes debates.