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Rússia reforça colaboração com Airbus

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Rússia reforça colaboração com Airbus

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A transportadora aérea nacional russa vai adquirir 22 Airbus A350. A decisão da Aeroflot é tida como uma decisão política pelos analistas. Moscovo há muito que pretende comprar uma participação na EADS, a casa-mãe da Airbus. Enquanto tal não sucede, assinam-se acordos como o que foi hoje anunciado: a Rússia vai participar no programa de desenvolvimento do A350 à altura de 5 por cento. Ao optar pelo A350 em vez do Boeing 787 Dreamliner, o Kremlin mostra o seu apego à Europa numa altura em que os dois maiores construtores aeronáuticos do mundo travam uma rude guerra industrial e comercial.

A sede da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra, foi aliás palco de mais um episódio. A União Europeia acusou os Estados Unidos de concederem à Boeing uma ajuda financeira não-reembolsável da ordem dos 18 mil milhões de euros. Esta foi a primeira vez que se colocou um número numa acusação antiga. Já em Dezembro, o presidente da Airbus, Louis Gallois, recordou, que o desenvolvimento do Boeing 787 Dreamliner assenta nos subsídios de Washington e que esse é o coração do conflito em curso na OMC.

O programa A350 é vital para a Airbus depois dos atrasos com o superjumbo A380 que já custaram muito dinheiro e prestígio ao construtor europeu. O novo avião de longo curso está previsto entrar ao serviço em 2013, cinco anos depois do projecto concorrente.