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Enel e Acciona interditos de OPA sobre a Endesa

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Enel e Acciona interditos de OPA sobre a Endesa

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A entidade reguladora do mercado espanhol proibiu a italiana Enel e a construtora Acciona de lançarem uma OPA concorrente à da germânica E.ON sobre a Endesa nos próximos seis meses. A clarificação desta batalha entre energéticas surge depois dos dois principais accionistas da Endesa terem manifestado a intenção de assumir o controlo da empresa.

O capital da Endesa está actualmente repartido entre quatro accionistas de referência embora mais de quarenta por cento esteja disperso em bolsa. Entre os maiores, Acciona e Enel controlam 46 por cento dos direitos de voto. A entidade reguladora constatou que as duas últimas empresas tentaram chegar ao controlo de 50 por cento da Endesa.

Pela sua parte, o governo afirmou pela voz da vice-primeira-ministra, Teresa Fernandez de la Vega, que as OPA se regem pelas leis do mercado pelo que o executivo não interveio nem vai intervir nestas operações.

O prazo de aceitação da OPA da E.ON terminava esta quinta-feira mas a entidade reguladora permitiu à companhia germânica melhorar a sua oferta actual de 38 euros e 75 cêntimos por acção, o que terá de ser feito até à próxima segunda-feira. Se a energética alemã não o fizer a OPA morre e a interdição de seis meses para a ENEL e a Acciona fica sem efeito. Caso a E.ON suba a parada os accionistas da Endesa terão até ao dia 3 de Abril para dar uma resposta.