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Condenada a cinco penas de prisão perpétua sai em liberdade

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Condenada a cinco penas de prisão perpétua sai em liberdade

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Foi a líder da segunda geração da Facção do Exército Vermelho (FAR), condenada a 5 penas de prisão perpétua mais 15 anos, mas esta madrugada, Brigitte Mohnaupt saiu em liberdade com apenas 24 anos de cárcere cumpridos.

A sociedade alemã está dividida quanto à comutação das penas. O director da prisão Wolfgang Deuschl diz que Mohnaupt quer privacidade. “Acho que temos que aceitar e respeitar o facto de ela querer que a deixem em paz. Ela diz que não quer andar de programa em programa de televisão. Quer dedicar-se em assentar no exterior depois de um longo período presa”, declarou.

Muitas pessoas, como o conservador primeiro-ministro da Baviera, Edmund Stoiber, consideram a decisão do tribunal de Estugarda um erro.

“Acho que é um sinal de fraqueza no cumprimento da lei quando alguém que cometeu inúmeros assassinatos e condenado a múltiplas penas perpétuas saia da prisão, 25 anos depois, sem sequer ter mostrado qualquer remorso”, disse.

Monhaupt foi considerada culpada de responsabilidade directa ou indirecta em nove assassinatos na Alemanha. Assumiu o comando da RAF em 1977 depois de uma primeira condenação e por ordem do fundador, Andreas Baader, que estava também preso.

Para conseguir, através de chantagem, a libertação dos cabecilhas da RAF, obteve o apoio de palestinianos que tomaram de assalto um avião da Lufthansa. O episódio terminou com a intervenção de forças de elite alemãs em Mogadíscio. Os passageiros reféns foram libertados. Horas mais tarde, os fundadores, a cumprir prisão na Alemanha, foram encontrados mortos. Diz-se que cometeram suicídio.

Monhaupt foi presa em 1982. Em 98 a RAF extinguiu-se.