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50 anos depois do tratado de Roma a União quer remodelar instituições

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50 anos depois do tratado de Roma a União quer remodelar instituições

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O hino da alegria ecoou pelos quatro cantos da Europa e o fogo de artifício iluminou o aniversário dos 50 anos do tratado de Roma, em Berlim, mas não fizeram esquecer que a União Europeia vive um dos mais complicados momentos da sua história.

No domingo, dia em que se celebraram as bodas de ouro, os 27 chefes de Estado e de governo subscreveram a declaração de Berlim, que prevê a necessidade ultrapassar o impasse do tratado constitucional, face ao “não” francês e holandês, até 2009.

A presidente em exercicio da União, Angela Merkel explica os problemas que advêm de não existir um documento regulador dos processos politico-institucionais de uma europa alargada.

“Bom, não podemos dizer quantos comissários existirão nas próximas comissões, não podemos levar a cabo uma política energética comum. Há que encontrar soluções para combater o terrorismo com unanimidade porque não vamos ter o sistema de voto por maioria”, referiu.

Na foto de familia, tirada na porta de brandeburgo, ficou registado meio século de paz, mas também as dificuldades em contentar 27 nações, em partiular as menos poderosas.

“A ideia presente permite a União Europeia ultrapassar uma grande série de competencias dos estados nacionais, o que na minha opinião não é correcto. É óbvio que que os estados mais fortes são a base da autoridade e assim continuará a ser depois da referida constituição. A Polónia sabe muito bem porque em certos assuntos é um parceiro teimoso”, refere o presidente polaco Lech Kaczynski que acresentou que o prazo de 2009 para se encontrar um tratado é muito prematuro.

Kaczinky, visto como eurocéptico, disse também que o seu governo aceitará subscrever um novo texto constitucional se este entrar em vigor em 2011.