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Administração da Endesa apoia OPA da E.ON

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Administração da Endesa apoia OPA da E.ON

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A batalha pelo controlo da Endesa parece inclinar-se em favor da a alemã E.ON. O conselho de administração da eléctrica espanhola emitiu um parecer favorável à oferta de 40 euros por acção efectuada pela companhia germânica esta segunda-feira. Ao mesmo tempo, a italiana Enel e a espanhola Acciona, anunciaram que iriam realizar uma OPA, assim que for legalmente possível, por um preço nunca inferior a 41 euros por acção.

Uma manobra que, de acordo este analista, não é melhor para os actuais proprietários de títulos da Endesa. Primeiro porque não é certo que venha ser concretizada, segundo porque em princípio só será possível dentro de seis meses.

A chave desta batalha está nas mãos da Caja Madrid que detém 9,9 por cento das acções da Endesa.

A Acciona e a Enel não têm representantes no conselho de administração da Endesa porque só nas últimos meses se lançaram no mercado em busca de títulos da eléctrica espanhola. Esta é aliás uma das razões que levou a E.ON a iniciar uma batalha legal com os dois concorrentes.

A companhia alemã intentou uma acção num tribunal federal de Nova Iorque contra as duas empresas por interferirem na OPA em curso com informações pouco claras. A Oferta Publica de Aquisição da E.ON corre até ao dia 3 de Abril.

A odisseia em torno da Endesa começou em Setembro de 2005 quando a Gás Natural lançou uma primeira OPA. A E.ON entrou em jogo em Fevereiro de 2006. Os activos da Endesa estendem-se de Itália à América do Sul.