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Hicks declara-se culpado e deverá cumprir pena na Austrália

Estão contados os dias de cárcere de David Hicks em Guantánamo. Há cinco anos no centro de detenção norte-americano em Cuba, o também conhecido como “talibã australiano” declarou-se culpado do crime de apoio logístico a uma organização terrorista e deverá agora ser transferido para território australiano. Convertido ao islamismo, Hicks, de 31 anos, foi capturado em Dezembro de 2001 no Afeganistão onde é acusado, entre outras coisas, de ter combatido ao lado dos rebeldes talibã.

A porta-voz do exército norte-americano em Guantánamo confirmou que na audiência com o juiz Hicks declarou-se culpado da primeira acusação e não culpado das restantes. Em Camberra, o governo australiano aplaudiu a decisão do seu cidadão. A oposição considerou tratar-se de um acto de desespero.

O primeiro-ministro John Howard, que tem sido acusado de não fazer o suficiente para ajudar Hicks, confirmou perante os deputados que a “Austrália e os Estados Unidos têm um acordo que permite a David Hicks cumprir o resto da pena numa prisão australiana”.

As manifestações de apoio a Hicks continuam, até porque só no final da semana é que se saberá se o recluso será transferido ou não para a Austrália. Esta foi a primeira audiência perante o tribunal militar de excepção, criado em 2006 pelo Congresso norte-americano para julgar os detidos de Guantánamo.

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