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Independência do Quebeque não seduz eleitorado da província canadiana

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Independência do Quebeque não seduz eleitorado da província canadiana

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Os independentistas do Quebeque perdem terreno, após as legislativas de ontem na província francófona do Canadá. Os conservadores chefiados por Mario Dumont, contrários à independência e defensores de uma autonomia mais alargada, são desde ontem a principal força da oposição.

Para Dumont o resultado, “prova que a política na região já não se resume à batalha entre o sim e não à independência em novos referendos. O que pretendemos agora é debater a segurança social, a educação, a economia, esta é a nossa contribuição”.

O partido da Acção Democrática, controla agora 41 dos 125 lugares do Parlamento e pretende pôr fim ao duelo de décadas entre federalistas liberais e independentistas, na região onde vivem mais de 7 milhões de pessoas. O partido liberal do primeiro-ministro Jean Charest, que venceu as eleições, perdeu no entanto a maioria do Parlamento. O reflexo, segundo os analistas, do descontentamento do eleitorado face à incapacidade do governo em cumprir as promessas de reduzir impostos e melhorar o sistema de saúde.

A derrota mais simbólica foi a do partido independentista do Quebeque de Andre Boisclair. A formação tinha prometido convocar um terceiro referendo à independência caso vencesse o sufrágio. Os independentistas passam do segundo para o terceiro lugar no espectro partidário da região, registando o pior resultado eleitoral de sempre.