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O Kremlin assistiu às celebrações dos 80 anos de Mstislav Rostropovich, mas também da reconciliação de um homem com o seu país

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O Kremlin assistiu às celebrações dos 80 anos de Mstislav Rostropovich, mas também da reconciliação de um homem com o seu país

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Vladimir Putin organizou uma festa para homenagear o violoncelista russo. Rostropovich, que devido a problemas de saúde recentes, mostrou sinais de grande fraqueza, agradeceu o gesto de presidente russo. Putin num discurso perante os perto de 500 convidados afirmou que “tudo o que toca Rostropovich, quer seja um arco de violoncelo ou uma baguete de chefe de orquestra, emana um perfume de talento”.

Os problemas do do violoncelista e da sua mulher, a cantora Galina Vichnevksvaia, começaram nos anos 70 quando receberam na sua casa de campo o escritor dissidente Alexandre Soljenitsyne. Rostropovich defendeu mesmo o seu amigo doente e sem modo de substância numa carta enviada a Brejnev.

Vítima de represálias, o casal exilou-se no ocidente em 1974. Quatro anos mais tarde foi-lhe retirada a nacionalidade russa. E desde então rejeita todas as propostas de cidadania. Em Novembro de 1989, ajustou contas com o comunismo ao tocar Bach junto ao Muro de Berlim, em Novembro de 1989.