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Monarquia assegura continuidade na Tailândia

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Monarquia assegura continuidade na Tailândia

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Uma multidão vestida em tons de amarelo ocupou a praça real de Banguecoque para celebrar o sexagésimo aniversário da nomeação do Rei Bhumibol Adulayadej. Foi em Junho de 2006, mas a adoração ao Rei é de sempre. Um dos tailandeses que esteve na homenagem explicou que vieram cidadãos de todo o país para abençoar o soberano. Pedir, em seu nome, uma longa vida e pedir-lhe a ele para os proteger.

Há décadas que o Rei Bhumidol conquistou o coração do povo, com modos suaves mas enérgicos, na arbitragem suprema da vida política do país. Apesar do Tribunal falar uma língua incompreensível para os tailandeses comuns, o Rei é tido como um defensor dos mais fracos face aos dirigentes do país.

Nascido nos Estados Unidos, em 5 de Dezembro de 1927, Bhumidol tinha 18 anos em 1947 quando aceitou ser o Rei da Tailândia com uma condição: poder continuar a estudar na Suíça para acabar o curso de Direito. Em 1950 foi entronizado. A Tailândia já era uma monarquia constitucional desde 1932. Com o nome de Rama IX, o rei fez alterações à constituição ao longo dos anos para a tornar mais democrática.

É suposto não se imiscuir nos assuntos de política interna, mas Rama IX ultrapassou este limite em várias ocasiões da turbulenta história da Tailândia. No entanto, nunca apareceu em primeiro plano nos acontecimentos políticos. Por isso, no golpe de Estado de Setembro do ano passado, os militares traziam um laço amarelo, a sua cor, nas armas.

Bhumidol, que não tinha boas relações com o chefe do governo, validou finalmente a nomeação do general Surayad Chulanont como primeiro-ministro. E este acaba de anunciar eleições para Dezembro.