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Bruxelas quer que I-Tunes tenha preços iguais em todos os países

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Bruxelas quer que I-Tunes tenha preços iguais em todos os países

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Depois da revolução, anunciada esta segunda-feira, pelo patrão da Apple, a Comissão Europeia quer ir mais além na liberalização da música digital.

Steve Jobs e os responsáveis da Emi anunciaram, em conjunto, o fim dos DRM – as protecções anticópia – nas músicas da editora, disponibilizadas no site I-Tunes, da Apple. É bom para os internautas mas não chega, diz Bruxelas, que acusa o I-Tunes de praticar preços diferentes segundo o país de residência dos internautas.

Nos países da zona euro, cada canção comprada online custa 99 cêntimos. Mas no Reino Unido e na Dinamarca, a mesma canção custa 1 euro e 17 – ou seja, 18% mais. Além disso, os títulos disponibilizados também não são os mesmos nos vários países. O sistema controla o país de origem através do cartão de crédito – um cartão inglês só permite a compra no site da Inglaterra, por exemplo.

Uma violação das regras da concorrência, estima a Comissão. Mas Bruxelas não ataca apenas a Apple, mas também as grandes editoras já que, segundo a empresa da “maçã”, são elas que a pressionam para manter preços distintos. A Apple alega mesmo que tinha pensado criar uma única plataforma online I-Tunes, acessível em todos os países.

Para já, tanto as editoras como a Apple receberam uma carta de aviso, primeira etapa do procedimento de infracção. Mas alguns analistas consideram que as editoras dançam conforme a música que a Apple lhes dá.