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Auschwitz alvo de controvérsia entre polacos e russos

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Auschwitz alvo de controvérsia entre polacos e russos

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A exposição russa no museu de Auschwitz é motivo de mais uma controvérsia entre a Polónia e a Rússia. Vários países têm pavilhões nacionais no antigo campo de concentração nazi, no sul da Polónia. A recentemente renovada secção russa não foi aprovada pela direcção do museu, que decidiu mantê-la fechada até que a Rússia reconheça a ocupação soviética do território polaco durante a Segunda Guerra Mundial.

Existem também divergências a respeito da designação de certos territórios e nacionalidades de prisioneiros, durante o conflito.

Uma mulher explica que “esteve numa cela com uma pessoa da Ucrânia Ocidental, que tinha passaporte soviético. Não havia divisões entre nacionalidades no campo”.

O ministério russo dos Negócios Estrangeiros disse estar preocupado e não compreender o encerramento da exposição russa. O Congresso Judaico da Rússia classificou a medida como uma acção política.

Para o director do museu, Piotr Setkiewicz, “é possível chegar a um compromisso. Mas, para isso, é preciso descrever correctamente uma parte da exposição russa, de acordo com a verdade histórica, tal como é compreendida pela Polónia e por países ocidentais”.

Entre 1940 e 1945, cerca de 1,1 milhões de homens, mulheres e crianças, na maioria judeus, foram mortos em Auschwitz, fazendo do local um símbolo do Holocausto.