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Confrontos marcam último dia da campanha eleitoral em Timor

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Confrontos marcam último dia da campanha eleitoral em Timor

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Neste último dia da campanha eleitoral para as presidenciais em Timor, continuam a ser registados diversos confrontos, tendo a segurança sido reforçada em Dili. Há 19 feridos no hospital e foram estabelecidos vários postos de controlo nas artérias principais para a evitar o cruzamento entre as campanhas adversárias.

Os elementos da Polícia das Nações Unidas em Timor (UNPol) foram obrigados a intervir na Estrada de Comoro – que liga o aeroporto ao centro da capital – junto à embaixada da Austrália, devido ao lançamento de pedras na altura em que passava a caravana da Fretilin.

Os soldados da GNR detiveram dois activistas mas não sabem quantos mais foram detidos pelos outros elementos da UNpol. Os principais favoritos na corrida presidencial timorense são o primeiro-ministro José Ramos Horta e um dos líderes históricos da FRETILIN Francisco “Lu-Olo” Guterres.

Ramos Horta já declarou que, se ganhar sem uma larga maioria“carregará uma cruz de pau muito pesada”. Os apoiantes da candidatura cumprimentam-no pacificamente, com sorrisos, beijos ou bandeiras, pois é a manutenção da paz que ele promete e a construção do país, lenta, mas continuada.

Na campanha do rival, as manifestações têm sido menos amistosas: foram jovens apoiantes de Lu Olo que se envolveram nos confrontos de hoje. A FRETILIN canta a necessidade de mudança. Mas tem pressa.

O eleitorado está apreensivo. Desde que um terço dos militares passou à reserva que a violência grassa periodicamente em território timorense. O próprio presidente cessante Xanana Gusmão já disse, a propósito, que tinha sido mais fácil ser guerrilheiro do que presidente.

Mas, como comenta um cidadão “é preciso ter esperança que o novo presidente consiga melhorar a situação”. No dia 9 de Abril as eleições serão acompanhadas por 180 observadores internacionais.