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A edição indonésia da revista Playboy não chocou a justiça do país

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A edição indonésia da revista Playboy não chocou a justiça do país

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O Tribunal do sul de Jacarta absolveu o director da publicação, Erwin Dada, da acusação de atentado ao pudor interposta por grupos fundamentalistas muçulmanos. Os juízes basearam a sentença na lei de 1998 que aboliu os limites à liberdade de imprensa da era do regime do ditador Suharto.

A primeira edição da revista, menos ousada que as suas congéneres indonésias, tinha provocado em Abril do ano passado violentas manifestações de grupos muçulmanos e ataques aos escritórios da publicação em Jacarta. Apesar do clima de divisão entre os críticos do que chamavam de pornografia, e os defensores da liberdade de imprensa, o governo nunca suspendera a publicação.

Os protestos obrigaram a revista a transferir os seus escritórios para Bali, um enclave Hindu naquele que é o mais populoso país muçulmano do mundo. À entrada do tribunal de Jacarta, cerca de duas centenas de fundamentalistas muçulmanos consideravam a sentença dos tribunais como uma declaração de guerra.