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Fuzileiros britânicos regressam a casa mas mantém-se incomunicáveis

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Fuzileiros britânicos regressam a casa mas mantém-se incomunicáveis

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A base de Chivenor, no sudoeste de Inglaterra foi a última escala dos ex-prisioneiros antes de retomarem a vida normal. Dezenas de familiares acolheram os militares, com idades entre os 20 e 30 anos. Para muitos esta era a primeira missão ao serviço da marinha britânica.

Os fuzileiros não se exprimiram ainda frente às câmaras britânicas como o fizeram no Irão. Num comunicado lido por um responsável da Defesa britânico ao final da tarde, todos afirmavam estar contentes por regressar a casa e que não se aperceberam do impacto da sua captura e da mobilização da opinião pública britânica.

O ministério da Defesa britânico fez saber que não haverá qualquer comunicado até amanhã ao início da tarde de amanhã, sem revelar quando é que os militares poderão responder às perguntas dos jornalistas. Durante o cativeiro a televisão iraniana tinha difundido várias entrevistas onde afirmavam ter sido bem tratados, mas defendiam posições próximas a Teerão como a retirada militar britânica do Iraque.

Para já as imagens de vídeo, assim como as fotografias divulgadas pelo exército britânico mostram o alívio dos familiares, partilhado pela diplomacia internacional. Frank Walter Steinmeier, ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, país que preside actualmente a União Europeia, afirmou que a “libertação dos fuzileiros é um primeiro passo que abre caminho a cooperações futuras”.

Uma crise com final feliz, mas que não ultrapassa as tensões em torno do debate na ONU sobre o programa nuclear iraniano. O responsável da diplomacia europeia, Javier Solana, terá falado hoje ao telefone com o responsável dos negócios estrangeiros iraniano sobre o tema, sem que seja conhecido o conteúdo da conversa.

Recorde-se que apesar das novas sanções aprovadas há semanas pelo Conselho de Segurança da ONU, o Irão continua a recusar-se a suspender o seu programa nuclear. A crise das últimas semanas poderá no entanto ter contribuído para “humanizar” a imagem de Mahmud Ahmadinejad e do seu regime junto da opinião pública, mais do que entre os líderes internacionais.