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Moscovo entra na crise ucraniana

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Moscovo entra na crise ucraniana

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A Duma russa considerou a dissolução do Parlamento pelo presidente Viktor Iuchtchenko contrária à Constituição e “perigosa” para a estabilidade deste país. Os parlamentares manifestam assim o seu apoio à maioria do primeiro-ministro pró-russo Viktor Ianukovitch, que se opõe à decisão do chefe de Estado.

Andrei Kokoshin, presidente da Duma para os assuntos da Comunidades dos Estados independentes declara que o decreto do presidente ucraniano “é não só desestabilizante para o país como agrava a crise política, mas é sobretudo anticonstitucional”.

Apesar de admitirem que se trata de um “assunto interno da Ucrânia os deputados russos firmam “não poder ficar indiferentes ao destino da democracia e do parlamentarismo” desse país. Os apoiantes do presidente e os do primeiro ministro mobilizam-se. Na capital os dois campos agitam bandeiras.

Os partidários de Viktor Ianukovitch chegam de várias regiões do país. À semelhança do que fizeram os partidários de Iuchtchenko em 2004, durante a “Revolução Laranja” e montam tendas junto dos edifícios da Rada Suprema e do Conselho de Ministros. A crise arrasta-se desde segunda feira e ontem o primeiro-ministro lançou um apelo à mediação internacional sem, para já, ter obtido resposta.