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Perdidos na floresta Amazónica

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Perdidos na floresta Amazónica

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Loïc Pillois o que quer agora é descansar, a caminhada de quinze dias com o irmão acabou por terminar numa verdadeira aventura de 7 semanas, com os dois perdidos na floresta Amazónica.

Pillois conseguiu chegar esta manhã pelo seu próprio pé à povoação de Saül, no interior da Guiana francesa, mas o irmão, Guilhem Nayral, teve que ser resgatado pelo exército. Cansado e subnutrido, segundo os médicos não sobreviviria a mais dois dias de selva.

Loïc conta que se mantiveram no mesmo local durante 3 semanas, “ouvíamos os helicópteros e pensávamos que finalmente nos tinham encontrado. Mas após três semanas sentíamo-nos ainda em forma e decidimos voltar a caminhar. Comemos frutos de palmeira. Nunca nos faltou a água porque tinhamos um rio perto e por isso pudemos tomar banho, e comemos insectos, besouros, sapos e aranhas”.

Loïuc e Guilhem tinham partido no dia 14 de Fevereiro de Cayenne, capital da Guiana francesa. Os familiares alertaram as autoridades no dia 27 quando os dois não embarcaram no voo para Paris.

Durante semanas duas patrulhas do exército procuraram-nos em vão. A recuperar no hospital os dois irmãos têm agora muito que contar, apesar das sequelas: parasitas, vermes, marcas de mordidas de insecto, e uma paralisia da língua, do veneno de uma tarântula mal cozinhada.