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Recolha de informações fazia parte da missão dos soldados britânicos no Golfo

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Recolha de informações fazia parte da missão dos soldados britânicos no Golfo

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É o fim do pesadelo, duas semanas após a detencão dos 15 marinheiros britânicos pelo Irão. Um regresso celebrado por familiares e amigos, numa altura em que os Servicos Secretos Britânicos se preparam para questionar os soldados sobre os 13 dias de cativeiro.

Depois das ofensivas diplomàticas lancadas por Londres e do apoio manifestado pela União Europeia e E.U.A, o governo iraniano decide libertar os militares. Mas este é um regresso envolto em polémica. Esta quinta feira, uma cadeia de televisão americana anunciou que os marinheiros capturados tinham por missão trabalhos de espionagem.

Numa entrevista concedida antes da captura, este marinheiro explica, que a recolha de informações faz parte da missão. De acordo com o capitão Chris Air tratam-se de informações relativas a toda a espécie de actividades iranianas na zona.
Porque,acrescenta, “estamos muito perto da zona tampão com o Irão”.

Na sequência desta entrevista ministro da Defesa britânico, não tardou a reagir: “o mandato da ONU autoriza os militares a recolher informacões sobre o ambiente em que se encontram a trabalhar. É importante ter acesso a essa informação porque é a única forma de manter os nossos soldados em segurança durante a missão”

Recordo, que Londres insistiu, desde o início, numa captura ilegal por parte de Teerão. Uma crise dificil de resolver e que impediu que estas imagens fossem antes divulgadas

“A forma como se desenvolveu todo este episódio, a tentação de alguns dos extremistas em usar qualquer pretexto para dificultar este processo seria agravado caso tivessem sido divulgadas estas imagens pela televisão britânica”, afirma Jonh Willims, antigo funcionàrio do ministério dos Negócios Estrangeiros britânico

O anúncio da libertação foi feito pelo Presidente iraniano esta quarta feira, afirmando, tratar-se de uma prenda para o povo britânico. Os dois governos jà negaram qualquer acordo de troca com detidos iranianos, em poder das forcas de coligação no Iraque.